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O Tratamento


TIPOS DE TRATAMENTO PARA A INFERTILIDADE

TÉCNICAS COMPLEMENTARES


Congelamento de Pré-embriões

O congelamento permite que os pré-embriões sejam conservados a uma temperatura de -196ºC, em um tanque com nitrogênio líquido. Para utilizar essa técnica, é importante que o pré-embrião seja de boa qualidade, isto é, tenha condições de suportar todas as etapas do congelamento.

A técnica consiste na substituição da água presente no citoplasma das células por uma solução crioprotetora, para evitar a formação de cristais de gelo, que são prejudiciais ao pré-embrião, durante o congelamento. Seu desenvolvimento é temporariamente bloqueado. Esse processo visa preservar, da forma menos traumática possível, todas as estruturas celulares.

No momento do descongelamento, os crioprotetores são retirados de forma gradual enquanto o meio de cultura ocupa seus espaços, fazendo com que as células retomem suas atividades metabólicas.

O casal será informado sobre a possibilidade de congelamento dos pré-embriões no dia da transferência embrionária. Existe um Termo de Consentimento que deverá ser assinado pelos pacientes para autorizar a realização da técnica.

Congelamento de Óvulos

Inovadora, a técnica consiste em congelar os óvulos com o fim de preservar a fertilidade feminina, em nitrogênio líquido, para serem utilizados futuramente. É um método seguro que não apresenta riscos à paciente e nem ao bebê.

O processo de congelamento de óvulos mais eficaz é a vitrificação, o qual a solução crioprotetora passa do estado líquido para o sólido, sem que ocorra a formação de cristais de gelo, que são bastante prejudiciais às células e podem causar danos irreversíveis. Até 95% dos óvulos vitrificados superam esse processo, frente a 50% ou 60% dos congelados por outras técnicas.

O congelamento de óvulos é indicado para pacientes que:

Doação de Óvulos

Este tratamento foi estabelecido para as mulheres incapazes de produzir seus próprios óvulos ou com produção de baixa qualidade. A doação de óvulo (oócito) é um tratamento que requer aconselhamento médico. A doação de óvulos também é indicada a mulheres com doenças genéticas que não apresentam PGD e, portanto, podem transmitir uma doença para seus filhos.

O sucesso na doação de óvulos está na idade da doadora do óvulo. Os óvulos de mulheres com menos de 35 anos mostram ser mais aptos à gravidez. ("Aging and Reproductive Potencial in Women", Fitzgerald C., Yale Journal of Biology and Medicine - 1998; "Effects of maternal age on oocyte developmental competence", Armstrong DT, Theriogenology - 2001).

A doação de óvulo é um procedimento simples. As doadoras são pacientes que estão sendo submetidas à Fertilização in vitro e respondem muito bem às medicações, com possibilidade de obterem um grande número de óvulos e, em razão disso, aceitam doar parte deles. Todas as doadoras em potencial o fazem de forma voluntária e devem ser pesquisadas quanto a doenças genéticas e sexualmente transmissíveis.

Enquanto a doadora do óvulo está em seu programa de estimulação ovariana e coleta de óvulo, a receptora deve ser preparada para a gravidez, e isso também é feito por meio de hormônios. Na realidade, ela recebe dois hormônios femininos - o estrogênio e progesterona - a fim de imitar um ciclo "gravídico" normal, no qual o revestimento da cavidade do útero (endométrio) se espessa para que ocorra a implantação do óvulo fertilizado (ovo).

Depois de coletados da doadora, os óvulos são fertilizados com uma amostra preparada de sêmen do parceiro masculino da receptora. Dois ou três dias após a fertilização, os pré-embriões são transferidos para o útero; os excedentes em geral são congelados para uso posterior. A doação de óvulos mostrou ser uma técnica bem-sucedida de concepção assistida, considerado o único tratamento para as mulheres incapazes de produzir óvulos. As taxas de sucesso chegam a 50% de gravidez em cada ciclo de tratamento.

Diagnóstico Genético Pré-Implantacional (PGD)

Esta técnica revolucionária é utilizada para os casos em que existe uma possibilidade elevada de transmissão de doenças genéticas para a prole. É uma forma precoce de diagnóstico genético pré-natal e se destina à prevenção de doenças genéticas antes que a gestação tenha se estabelecido.

Após a Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóides (ICSI), os pré-embriões são mantidos em cultivo por três dias, quando, então, atingem estágios entre seis a oito células. Pela micromanipulação, são retiradas de uma a duas células de cada pré-embrião que serão analisadas por técnicas de biologia molecular. Somente são transferidos para o útero materno os pré-embriões que não tenham a possibilidade de desenvolver as doenças genéticas analisadas. As taxas de gravidez são similares às de FIV.

Razões para o Cancelamento

Existe apenas uma razão para abandonar o ciclo de tratamento: essa se refere a uma má resposta da paciente à produção de folículos. Mesmo com a utilização de doses crescentes de medicação, o ovário pode não responder ou responder insuficientemente, produzindo poucos folículos com baixa resposta hormonal. A chance é minimizada pelo monitoramento preciso, realizado a cada ciclo, adequando a dose de medicamentos de forma individualizada. Se houver qualquer possibilidade de risco da paciente não possuir óvulos, o ciclo é cancelado.


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